FARIAS, Hélio T. M.; FERREIRA, Angela Lúcia. Grande Hotel de Natal: ícone esquecido de um tempo, de um pensamento de um lugar. In: 1º Seminário Docomomo Norte e Nordeste - Arquitetura e Urbanismo Modernos no Norte e Nordeste do Brasil: universalidade e diversidade, 2006, Recife, PE. Anais do Docomomo Norte e Nordeste. Recife, PE: DAE / UNICAP, MDU/UFPE e CECI, 2006. p. 1-19.

Coordenação: Hélio Takashi Maciel de Farias; Angela Lúcia de Araújo Ferreira
Período: 2006
Resumo:

(Trabalho apresentado no 1º Seminário Docomomo Norte e Nordeste)

Natal, pequena capital que desde o início do século XX tornara-se alvo de uma série de iniciativas de ?modernização?, passava nos anos 1930 por um momento-chave nas intervenções sobre seu espaço urbano: a elaboração e execução, pelo Escritório Saturnino de Brito, de um Plano Geral de Obras para a cidade. Incorporado a este plano, estava o projeto de um hotel de grande porte, aspiração antiga da administração local, que ansiava por um equipamento que pudesse atender à demanda dos muitos viajantes que aportavam em Natal. Com o intuito de buscar e divulgar a história desse prédio, e com base em dados provenientes de levantamento bibliográfico, de periódicos de época, e de entrevistas com antigos freqüentadores do hotel, este trabalho aborda a história do Grande Hotel de Natal e as histórias que nele ocorreram e o transformaram em um ícone ? ainda que pouco reconhecido atualmente ? de uma época passada e de um pensamento que se perdeu frente às mudanças na política nacional e local. São estudados os fatos relativos à sua idealização e construção (em 1936), seguindo projeto do arquiteto francês Georges Munier; seu impacto na cidade enquanto arquitetura inovadora e introdutora de elementos modernistas no contexto local; sua trajetória enquanto equipamento hoteleiro e ponto de grande importância social e política, durante a segunda guerra mundial e as duas décadas seguintes; e por fim sua decadência, fato que acompanhou e refletiu o abandono do antigo bairro portuário da Ribeira e o movimento das atenções da indústria turística em direção às praias e à natureza local, e que viria a culminar com o fechamento do hotel, em 1987. Este estudo insere-se diretamente em uma discussão corrente, sobre que destino deve ter o prédio do Grande Hotel, patrimônio arquitetônico situado em um antigo bairro central, e hoje ocupado por uma repartição pública estadual. Palavras-chave: Arquitetura proto-modernista, Arquiteto Georges Munier, História Urbana.


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